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Argentina fecha acordo com mais cinco fundos nos EUA

O país, contudo, continua sem conseguir acordo com os dois principais credos, a Elliot Management e a Aurelius Capital

Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2016 | 13h36

NOVA YORK - A Argentina conseguiu fechar acordos com mais cinco grupos de detentores de bônus do país, em ações que somam US$ 250 milhões e 185 milhões de euros, informou o advogado designado para ser o mediador das negociações, Daniel Pollack, em comunicado. O novo acordo foi fechado ontem e incluem os grupos Lightwater Corp, Old Castle Holdings, VR Capital, Procella Holdings e Capital Ventures International.

Com as novas adesões, a Casa Rosada conseguiu, desde o último dia 5, acordos que somam US$ 1,5 bilhão. O país, contudo, segue sem conseguir acordo com os dois principais credores, as gestoras Elliot Management, dona do NML Capital, do bilionário de Wall Street Paul Singer, e a Aurelius Capital.

Na última sexta-feira, a Argentina conseguiu sua primeira vitória na Corte em Nova York. O juiz, Thomas Griesa, responsável pelo processo que os fundos abriram contra o país, disse que ele levantaria uma decisão tomada por ele no passado e que impede que o país acesse o mercado internacional de capitais, desde que a Argentina pague os credores que chegaram a acordos até o próximo dia 29. Tanto o NML quanto o Aurelius haviam pedido ao juiz que não retirasse essas cláusulas, como queria a Argentina.

Griesa escreveu que a Casa Rosada, no passado, nunca buscou "seriamente" um acordo com os credores, mas que agora isso mudou e o país parece disposto a encerrar essa discussão, que já dura 15 anos nos tribunais. Uma das cláusulas impedia a Argentina de pagar os detentores de bônus que aderiram às reestruturações das dívidas, em 2005 e 2010, se não pagasse ao mesmo tempo os fundos que não aderiram.

Pela proposta apresentada em Nova York no último dia 5, a Argentina se compromete a pagar com deságio de 25% os detentores de bônus que não aderiram às reestruturações da dívida após o calote de 2001. Com isso, desembolsaria cerca de US$ 6,5 bilhões. 

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