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Argentina Flybondi começa a voar no País em outubro, com proposta de ‘ultrabaixo custo’

Empresa já iniciou venda de passagens entre Rio e Buenos Aires em seu site; ideia é estender rotas no País

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2019 | 18h32

Terceira empresa de baixo custo a chegar ao País em poucos meses, após a norueguesa Norwegian e a chilena Sky, a recém-criada aérea argentina Flybondi chega com uma proposta de preço agressiva, vendendo-se como “ultra low cost”, ou seja, uma empresa de custo muito mais baixo que as concorrentes.

Para a estreia no País, com três frequências semanais entre o Rio de Janeiro (Aeroporto do Galeão) e Buenos Aires (El Palomar), a companhia vai vender passagens por tempo limitado a partir de  R$ 300 por trecho (sem taxas). As frequências da Flybondi serão às quartas, sextas e domingos.

Uma simulação feita pelo Estado – com ida em 11 de outubro e volta no dia 18 – saiu por cerca de R$ 950 (já com taxas). Nas mesmas datas, escolhendo os voos mais baratos da Gol, a mesma viagem sairia por R$ 1,2 mil; na Aerolineas Argentinas, por R$ 1,1 mil. 

Em comunicado, o presidente da Flybondi, Sebástian Pereira, afirmou que a empresa tem uma “visão de longo prazo” para o mercado brasileiro e tem intenção de adicionar novas rotas partindo do País. A autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a operação da Flybondi no Brasil saiu na última terça-feira, 2.

Terminal próprio

Nunca ouviu falar do Aeroporto El Palomar? Trata-se do terceiro terminal da região metropolitana de Buenos Aires, inaugurado em 2018 e dedicado justamente a quem viaja por voos “low cost”. O aeroporto, de pequeno porte, está localizado a cerca de 300 metros da estação Palomar, de uma linha de trem da capital argentina, e fica a cerca de 20 km do centro de Buenos Aires.

A Flybondi foi fundada em janeiro de 2018 e hoje conecta 17 destinos argentinos, além de voar entre Buenos Aires e Assunção, no Paraguai. A proposta da empresa, que bebe na fonte de gigantes como a RyanAir, é garantir a alta ocupação de seus voos, mesmo a preços mais baixos (um ex-diretor da aérea irlandesa faz parte do conselho de administração da Flybondi).

A companhia afirma ter 9% do mercado argentino e ocupação média de 81% em seus voos, segundo dados de junho. A Flybondi afirma que, entre os cerca de 1,6 milhão de passageiros que transportou nos seus primeiros 18 meses em operação, cerca de 200 mil viajaram de avião pela primeira vez.

Sem bagagem

Como é comum entre as empresas de baixíssimo custo, as passagens não incluem qualquer tipo de bagagem – nem sequer de cabine. Cada passageiro pode transportar consigo 6 kg. Bagagens de mão de até 10 kg ou malas despachadas têm custo extra, assim como a marcação de assentos. O check-in via web é gratuito.

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