AP Photo/Natacha Pisarenko
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Greve geral na Argentina afeta transporte, bancos, órgãos públicos, escolas e hospitais

Sindicatos protestam contra a crise no país, que enfrenta recessão econômica, inflação elevada, desemprego em alta e aumento na pobreza

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 10h46
Atualizado 30 de abril de 2019 | 11h50

Desde a zero hora desta terça-feira, 30, a Argentina tem uma greve geral, convocada por sindicalistas contra o governo. A intenção dos líderes sindicais é realizar uma manifestação diante da Casa Rosada a partir das 13h (de Brasília) contra a administração do presidente Mauricio Macri.

No Brasil, as companhias aéreas Azul, Gol e Latam cancelaram seus voos para o país. A Latam, que também opera no mercado doméstico argentino, suspendeu 90 voos – entre internos e internacionais.

Na Azul, foram seis voos, incluindo um programado para segunda-feira, 29. A Gol não divulgou o número de cancelamentos. As companhias informaram que estão reacomodando os clientes em voos agendados para outras datas ou fazendo o reembolso das passagens, conforme escolha do passageiro.

De acordo com a agência estatal Télam, o metrô não está funcionando, bem como cerca de 80 linhas de ônibus, sobretudo oriundas do sul da região metropolitana. Também são afetados voos nacionais e internacionais, a atividade bancária e a administração pública. 

Há ainda paralisações parciais em escolas, hospitais públicos, na coleta de lixo e dos caminhoneiros, diz a agência.

Ao meio-dia, deve haver uma marcha na Praça de Maio. Os sindicatos protestam contra a crise no país, que enfrenta recessão econômica, inflação elevada, desemprego em alta e aumento na pobreza.

Além disso, a crise se desenrola em ano eleitoral, com a expectativa de que Macri busque a reeleição no fim deste ano, embora as pesquisas em geral prevejam um cenário complicado para ele. / Colaborou Luciana Dyniewicz 

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