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Argentina eleva imposto de exportação de farelo e óleo de soja para estabilizar preço do trigo

Alíquota do imposto de exportação dos derivados da soja sobe de 31% para 33% e receita vai subsidiar um fundo para segurar a cotação do trigo; medida é temporária e foi tomada por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia

EFE, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2022 | 17h10

A Argentina criou hoje um fundo destinado a estabilizar o preço do trigo, financiado com recursos obtidos com o aumento da tarifa de exportação do óleo e do farelo de soja. A alíquota do imposto de exportação para o óleo e o farelo de soja subiu de 31% para 33%.

O fundo bancado com essa receita tributária adicional servirá para subsidiar os preços do trigo pagos pelos moinhos. A nova alíquota é temporária e vale até 31 de dezembro.

Segundo o ministro da Agricultura, Julián Domínguez, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, encarregou seus ministros de implementar medidas que tragam o preço do trigo a níveis anteriores à guerra entre Rússia e Ucrânia. A tentativa é descolar a cotação do cereal argentino dos preços internacionais. 

Rússia e Ucrânia respondem por 30% dos volumes de trigo comercializados no mundo e, com a eclosão do confronto, as cotações do dispararam.

O ministro explicou que o aumento de dois pontos porcentuais para o imposto de exportação sobre óleo e farelo de soja e de um ponto para o biodiesel atinge 11 empresas. Destas, oito respondem por 95% das exportações de óleo e farelo de soja. Domínguez pediu bom senso aos dirigentes das companhias e ressaltou que se trata de uma situação “absolutamente excepcional”.

A decisão faz parte de um conjunto de medidas batizada pelo governo argentino de “guerra contra a inflação”. Em 12 meses até fevereiro, a inflação argentina é 52,3%. 

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