Argentina impulsiona alta do dólar

Apesar das poucas operações registradas hoje no mercado financeiro, a preocupação com o cenário externo continua. Declarações de ontem do ex-presidente argentino, Raúl Alfonsín, defendendo uma moratória de dois anos, deixaram os investidores apreensivos. Analistas também não gostaram dos dados de desemprego e do custo do trabalho norte-americanos divulgados nesta manhã. Apesar do número de vagas criado ter sido inferior ao esperado, o desemprego está menor do que as estimativas e o custo do trabalho, maior. O mercado de câmbio é o mais afetado pela situação da Argentina. Há pouco estava em R$ 1,9410, uma alta de 0,94% em relação aos últimos negócios de quarta-feira. A moeda norte-americana chegou a abrir em queda de 0,05% e ampliou esta baixa para 0,52%. A alta dos juros segue o a subida do dólar. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,180% ao ano, frente a 17,840% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou do lado positivo até a abertura do mercado norte-americano. Há pouco, registrava queda de 1,03%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em queda de 0,74%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - está em alta de 0,44%. Na Bovespa, um dos destaques é o comportamento das ações do Banespa. Agora há pouco, o papel era o segundo mais negociado, com alta de 4,09%. O que motivou o interesse dos investidores foram os esclarecimentos feitos ontem pelo Banco Central sobre os destinos da instituição, após sua privatização. A principal informação foi a de que o novo controlador poderá fechar o capital do banco, ou seja, ele teria que comprar as ações hoje em poder do mercado, o que certamente elevaria o preço dos papéis.

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