Argentina já pensa na próxima negociação

Com o acordo acertado ontem com o FMI, o qual será divulgado hoje pelo organismo, a Argentina ganha um fôlego de três meses até a próxima revisão do contrato assinado em setembro de 2003. Mas nesses 90 dias, se o país não apresentar avanços concretos na negociação com os credores privados da dívida em moratória, não chegará a junho em condições de obter a aprovação da terceira revisão de metas. O cerco armado pelo G-7 nessa negociação atual já vinha sendo fechado desde a primeira revisão, aprovada com atraso em janeiro passado, como um aviso do que realmente poderá acontecer na terceira revisão. A Argentina terá de não só avançar na proposta e na negociação da reestruturação da dívida, como também cumprir as metas monetárias e fiscais, sendo esse último, o tópico menos complicado. Porém, a discussão verdadeiramente complicada será a relacionada com a definição das metas de 2005 e de 2006. Como explicou o ex-presidente do Banco Central e ex-funcionário do FMI, Mario Blejer: "ao deixar abertas as metas de 2005 e 2006, as partes terão de discutir praticamente um programa novo". Ele lembra que não será uma discussão fácil porque, além de tratar-se de um tema polêmico, ocorrerá ao mesmo tempo em que a oferta final da dívida estará sendo apresentada. A pressão será mais dura também porque o FMI estará com novo diretor gerente, quem seguramente vai demonstrar maior dureza e exigência para consolidar-se perante o G-7.

Agencia Estado,

10 Março 2004 | 09h14

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