José Patrício/Estadão
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Argentina libera importação de carne bovina do Brasil, diz ministra Kátia Abreu

A negociação, que durou cerca de uma semana, teve como contrapartida brasileira o fim do embargo a maçã, pera e marmelo produzidos na Argentina

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2015 | 17h48

BRASÍLIA - O Brasil conseguiu levantar o embargo que a Argentina tinha imposto à carne bovina in natura do Brasil em 2012 em função de um caso atípico de vaca louca. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 17, pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Segundo ela, agora apenas Japão e Coreia do Sul ainda restringem as compras do produto do Brasil pelo mesmo motivo.

A negociação, que durou cerca de uma semana, teve como contrapartida brasileira o fim do embargo a maçã, pera e marmelo produzidos na Argentina, que havia sido levantado pelo Brasil em março pela presença da praga Cydia Pomonella. As vendas dessas frutas ao Brasil rendeu aos argentinos no ano passado US$ 187 milhões.

Na visão da ministra, pode haver algum aumento de vendas da carne brasileira para a Argentina, mas o mais importante é a imagem da carne brasileira. "Temos de limpar nossa lista, não podemos ficar com nenhum mercado do mundo embargando nossa carne. Todos os nossos frigoríficos estão aptos a exportar carne para a Argentina", afirmou a ministra. 

O Brasil também está em negociação para acabar com o embargo do Japão à carne brasileira in natura e termoprocessada. Entre 2 e 6 de julho a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, irá ao país asiático para negociar o fim desse impedimento. Em contrapartida, deve ser dado aos japoneses autorização para vender carne Kobe para o Brasil. "A presidente Dilma Rousseff deve ir em novembro para o Japão para fechar um acordo", disse a ministra. 

O Japão tem usado o caso atípico de vaca louca do Brasil para manter restrição à carne brasileira in natura e, segundo a ministra, esse será um mercado novo, já que o Brasil nunca exportou carne para lá. A abertura do mercado norte-americano também se torna mais importante diante desse movimento que o Brasil vem fazendo em busca de novos compradores porque funcionaria como um selo de qualidade e facilitaria a abertura de outros mercados, a exemplo do Japão. 

EUA. O bilionário Jorge Paulo Lemann, investidor da 3G Capital, dona da AB InBev, Tim Hortons, Burguer King e Heinz, esteve reunido na tarde de hoje com a ministra. Eles debateram a possibilidade de a rede de cafés Tim Horton usar mais café brasileiro. Atualmente, a empresa compra 90 mil toneladas e apenas um terço é oriundo do Brasil. "Disse para ele que quero tudo, as 90 mil", afirmou a ministra após o encontro.

Uma segunda reunião deve ocorrer a partir de amanhã em Miami (EUA). A ministra, acompanhada de representantes do setor produtivo, embarca na noite desta quarta-feirapara os EUA. "Lemann me mostrou que o problema é qualidade e isso nós podemos resolver", disse a ministra. Um protocolo privado deve ser firmado com exigências para que cafeicultores se credenciem a vender para a Tim Horton. "Essa reunião é bastante técnica a e todos estão preparando um material para mostrar as mudanças que precisamos fazer. Seria um protocolo privado", explicou Kátia Abreu.

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