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Argentina libera mais o câmbio para conter queda do dólar

O governo argentino decidiu apostar tudo para evitar que a cotação do dólar continue caindo. Ontem à noite, o Banco Central emitiu circular eliminando praticamente todas as restrições para a compra, venda e transferência de divisas e a obrigação dos exportadores de liquidar seus dólares. A liberação quase total do mercado cambial junto com a decisão de ampliar a emissão de pesos tem o objetivo de interromper a escalada que o peso iniciou em dezembro passado e que o levou a uma revalorização de 41% no último ano. As circulares do BC permitem a liberdade e um prazo maior para os exportadores liquidarem suas divisas; o pagamento antecipado de importações; e o aumento nos limites de acesso ao mercado de câmbio de US$ 300 milhões para US$ 500 milhões de dólares. O governo também decidiu liberar os pagamentos de serviços de capital de dívidas financeiras, o que deverá facilitar a reestruturação de dívidas de empresas declaradas em default. A maior restrição que ainda permanece diz respeito à proibição aos bancos que tenham empréstimos concedidos pelo Banco Central, os quais não poderão realizar nenhuma transferência de divisas ao exterior como pagamento de créditos. Estes bancos também necessitam de autorização do BC para remessas às suas casas matrizes.Desde que o dólar atingiu seu pico de 3,95 pesos, em 24 de março do ano passado, houve um tímido início de queda que oscilou bastante até novembro, quando a tendência de baixa se acentuou e obrigou o BC a tomar as primeiras medidas de liberação do mercado. Ontem, o dólar fechou em 2,82 pesos depois de uma forte intervenção do BC que comprou US$ 76,1 milhões de dólares, engrossando as reservas que já passam dos US$ 11 bilhões. Para o programa do governo para este ano, o dólar não deveria valer menos que 3,00 pesos.

Agencia Estado,

07 de maio de 2003 | 09h16

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