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Argentina limita exportação de petróleo para garantir mercado interno

O governo do presidente Néstor Kirchner anunciou uma série de limitações às exportações de petróleo como forma de garantir o abastecimento do mercado interno. As empresas petrolíferas só poderão exportar petróleo cru e diesel com uma permissão prévia da Secretaria de Energia. As vendas ao exterior só serão autorizadas depois que a demanda do mercado interno esteja atendida."Aquelas empresas que desejarem exportar deverão demonstrar que a demanda de todas as refinarias habilitadas para operar no país está devidamente satisfeita" ou que "foi oferecida às refinarias a possibilidade de adquirir o produto", afirma a resolução do governo Kirchner.A medida foi tomada para atender as reclamações dos produtores agrícolas argentinos, que nas últimas semanas mobilizaram-se intensamente para protestar contra a escassez de óleo diesel. Esta escassez estava dificultando a colheita de trigo, além da plantação da soja nas províncias de Buenos Aires e La Pampa.A escassez foi causada pelo aumento, nos últimos meses, do consumo de diesel nas áreas rurais. O boom da produção agrícola argentina provocou o crescimento de 7,5% de diesel entre janeiro e novembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2003.Entre janeiro e outubro, a Argentina exportou 930 mil metros cúbicos de diesel, o equivalente a 10% da produção nacional.O principal produtor de diesel na Argentina é a empresa petrolífera espanhola Repsol-YPF, com 51,7% do mercado. Em segundo lugar está a anglo-holandesa Shell, com 15,5%. A brasileira Petrobrás Energia é responsável por 10,2%.

Agencia Estado,

25 de dezembro de 2004 | 16h23

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