Argentina mantém acordo de 2003 com o FMI, diz a senadora Kirchner

A senadora Cristina Fernandez de Kirchner, mulher do presidente argentino Nestor Kirchner, disse nesta terça-feira à noite que o acordo entre o governo e o FMI não traz grandes mudanças em relação ao assinado no ano passado. A senadora, que participou das negociações conduzidas nos últimos dois dias, afirmou que o FMI queria que a Argentina assumisse novos compromissos numa carta de intenções revisada, mas que o governo não aceitou. "O Fundo exigia coisas que estavam fora do acordo original", disse. Segundo ela, as duas partes concordaram com uma nova carta de intenções "em linha com o acordo assinado no ano passado". Ela não deu detalhes e disse apenas que "a Argentina não assinou nada que não possa cumprir". "É o que nós sempre prometemos". A senadora confirmou que as duas partes divulgarão um comunicado conjunto nesta quarta-feira com os detalhes da carta de intenções revisada. "Este não é um problema de ideologia. Estamos discutindo bilhões de dólares e cada lado tem que saber os interesses que defende. Sobre isso, o governo tem sido muito claro", afirmou.

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 20h38

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