Argentina não dará um "sim fácil" para FMI, diz Lavagna

O ministro argentino de Economia, Roberto Lavagna, afirmou hoje que o governo não terá uma resposta positiva muito fácil nas negociações entre o governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) que estão em curso em Washington. "O ?sim? fácil, que muitas vezes temos usado no país e que serve para firmar (o acordo), rapidamente se transforma em um descumprimento", afirmou. Lavagna citou o acordo assinado em meados de 2001 pelo governo argentino, sobre a base do déficit zero, e que um tempo depois se somou à longa lista de descumprimentos. "O último deles, um a mais na longa série de não cumprimentos em matéria de acordos com organismos multilaterais, se descumpriu somente dois meses depois de ter sido assinado em 2001", lembrou Lavagna. "Vamos insistir com o realismo". Durante seminário organizado pela Câmara de Exportadores da República Argentina (CERA), o ministro disse ainda que as taxações às exportações e o controle do câmbio que envolve, principalmente os exportadores, "são instrumentos de emergência para uma situação de emergência". Sobre a falta de financiamento e toda a situação econômica da Argentina, o ministro disse que o "ordenamento das relações financeiras e de créditos internacionais, tanto com as agências multilaterais de crédito como, posteriormente, com os credores internos, é de vital importância". Nesse sentido, Roberto Lavagna afirmou que "contra todos os prognósticos externos e internos que agouravam a hiperinflação e o colapso do sistema financeiro, o sistema tem começado a reconstituir-se".

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