Argentina não vai melhorar proposta da dívida, diz Kirchner

O presidente da Argentina, Nestor Kirchner, disse que seu país não tem recursos para melhorar a proposta de reestruturação da dívida que está em moratória. Em discurso no Congresso na abertura da legislatura de 2004, Kirchner disse que "os argentinos, as agências multilatarais de crédito e os credores privados do país precisam levar em conta que os recursos disponíveis são o que são e não podem ser aumentados dramaticamente por milagre". O presidente não fez referências à ameaça feita anteriormente de não fazer um pagamento ao FMI no dia 9 de março até que os países representados na diretoria executiva do Fundo se comprometam a não bloquear novos empréstimos ao país. Ele disse que seu o projeto não é a moratória. "Sabemos que a dívida é um problema central, mas não vamos pagá-la a qualquer preço. Não se trata de uma questão de dogma ou de capricho. É uma questão de leitura fria e racional dos números e da situação econômica", afirmou. Kirchner disse ainda que o FMI e outras agências multilaterais precisam assumir responsabilidade por erros cometidos nos anos em que grandes empréstimos foram concedidos ao país. "As agências multilaterais têm que respeitar o que assinaram e deveriam assumir co-responsabilidade por nosso endividamento", afirmou. "Quando todos os sinais indicavam que o país não poderia pagar, elas concordaram em dar novos créditos, que só serviram para aumentar nosso problema de dívida e aprofundar a crise".

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 17h33

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