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Argentina nega que pagará o dobro pelo gás boliviano

O ministro de Planejamento da Argentina, Julio De Vido, negou nesta sexta-feira que o acordo assinado na última quinta-feira com a Bolívia tenha determinado uma alta de 50% no preço do gás que a Argentina importa daquele país. Segundo ele, o preço "está emparelhado com o mesmo valor que o Brasil está pagando, que também está negociando a Bolívia", destacou o ministro. Ele explicou que "neste momento, o valor do gás que as empresas pagam é US$ 4 o milhão de BTU (unidade de medida do produto)", e não de US$ 3,4, como informou a imprensa. Portanto, "o aumento do gás é de 25%", porque o preço que a Argentina pagar a partirá de 15 de julho é de US$ 5, informou o ministro. As informações são do Ámbito Financiero. Diferença Na quinta-feira, havia sido veiculado que o preço de referência para começar a negociação sobre o gás com o Brasil seria US$ 7,5. Segundo o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Soliz Rada esse total se "equipara com a cesta de óleos que os brasileiros em São Paulo comparam com o gás boliviano". Além disso, Rada afirmou que é preciso "somar à esse valor mais US$ 0,50 centavos como plus por ajuste ecológico". Ou seja, a Bolívia havia proposto iniciar a negociação com o Brasil com um preço de US$ 8 por milhão de BTU, US$ 3 a mais que o valor fechado que havia sido anunciado sobre a Argentina (US$ 5).Indagado sobre essa diferença, o ministro havia explicado que "no caso da Argentina tem a diferença de distância e dos investimentos que Kirchner vai fazer na Bolívia com a construção de um polo petroquímico". Segundo ele, a Argentina pagaria um preço menor que o Brasil porque o presidente Néstor Kirchner "está contribuindo com o crescimento do país".

Agencia Estado,

30 de junho de 2006 | 15h13

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