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Argentina negocia com o Chile preço para o gás boliviano

Os ministros de Planejamento e de Relações Exteriores da Argentina, Julio De Vido e Jorge Taiana, respectivamente, darão início, nesta segunda-feira em Santiago, às negociações com o Chile sobre questões energéticas. O preço do gás que finalmente a Argentina pagará à Bolívia dependerá destas negociações, já que o produto boliviano importado pelos argentinos serve para abastecer o mercado chileno.A Bolívia e o Chile mantêm um conflito diplomático iniciado em 1879, a chamada Guerra do Pacífico, a qual terminou em 1884, ocasião em que a Bolívia foi obrigada a aceitar as novas demarcações de fronteira do Chile. Assim, perdeu a província de Atacama e sua única saída para o mar. Desde então, a Bolívia reivindica uma saída para o mar que a tire do isolamento em que vive e do encarecimento de suas exportações. O Chile, por sua vez, depende do gás dos vizinhos, mas, por causa do conflito com a Bolívia, utiliza a triangulação do comércio do produto com a Argentina.O ministro De Vido viajaria nesta segunda para La Paz, onde terminaria de negociar o novo preço do gás que compra da Bolívia. Mas antes preferiu ir a Santiago para saber o que o Chile está disposto a pagar pelo gás que compra. No governo boliviano, segundo fonte da chancelaria em Buenos Aires, opinam que a Argentina não deveria reclamar do aumento do gás porque quem terminará pagando será o consumidor chileno.Na semana passada, De Vido enviou uma equipe à La Paz para discutir as questões técnicas das negociações. Na ocasião, os técnicos argentinos foram informados que o preço pedido pelo governo de Evo Morales gira em torno de US$ 5 a US$ 5,5 o milhão de BTU.

Agencia Estado,

29 de maio de 2006 | 16h11

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