Argentina negocia diesel com a Petrobras

Diante da ameaça de desabastecimento de diesel em épocas de colheita, o governo argentino espera a diretoria da Petrobras para avançar num novo acordo com as petroleiras que atuam na Argentina. O acordo visa a manter os preços dos combustíveis e já foi discutido com as demais petroleiras do país e o Ministério de Economia. Agora, a discussão final depende apenas da Petrobras, segundo versões que circularam ontem à noite na Secretaria de Energia que espera, entre amanhã e quinta-feira, a chegada de diretores da empresa brasileira, dentre eles, o próprio presidente José Eduardo Dutra. Segundo a equipe econômica, a Petrobras terá papel fundamental num eventual consenso para o novo acordo. A proposta do governo diz que até uma cotação de US$ 36 por barril, a porcentagem do imposto cobrado pelas chamadas retenções às exportações será como agora, de 20%, enquanto que entre US$ 36,01 e 40 dólares o barril, o imposto seria de 40%. Se o preço do barril passar de US$ 40 dólares, diante da ameaça de guerra no Iraque, as retenções seriam de US$ 70%.As petroleiras ameaçam com desabastecimento de diesel entre março e maio próximos, período de colheita dos principais grãos em que o consumo deste combustível sobe de 800 mil para 1,2 bilhão metros cúbicos mensais. A importação do diesel seria caríssima para a Argentina, além de provocar uma disparada de preços. No ano passado, nesta mesma época, a Petrobras trouxe do Brasil mais de 60 mil metros cúbicos de diesel para abastecer uma rede de 700 postos de venda que cobre cerca de 12% da demanda, enquanto que a Repsol YPF atendeu à 50% da demanda.

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