Argentina obriga fundos de pensão a repatriar capital

O governo argentino anunciou oficialmente hoje a medida que limita os investimentos das administradoras de fundos de aposentadoria e pensão (AFJP) no exterior. A medida fixa um cronograma quadrimestral, de um ano de prazo, para que as entidades repatriem suas aplicações de 8 bilhões de pesos (cerca de R$ 4,6 bilhões) no Brasil.O objetivo é estimular o crédito para as empresas argentinas. "O governo alenta a canalização adicional de recursos das AFJP para investimentos nacionais, consolida o desenvolvimento do mercado de capitais, do sistema financeiro local e a colocação de fundos destinados a financiar projetos na economia real?, argumentou o governo em uma nota oficial.A decisão obriga as entidades a levar sua posição de fundos comuns de investimento de emissões do Brasil de 8% para 2% dentro de um ano. A medida não foi bem recebida pelas administradoras, segundo fontes do mercado, porque ?as aplicações no Brasil são muito mais rentáveis do que as temos disponíveis no mercado doméstico para nossos filiados?, disse um operador.Até hoje, a legislação permitia que as administradores de fundos de pensão tivessem um limite de 10% do total de sua carteira de investimento para destinar à compra de ativos financeiros do exterior, sendo que as colocações nos países sócios do Mercosul eram consideradas como locais - isso permitia até 20% do total da carteira em fundos comuns de investimento aplicados no exterior.Os fundos de pensão argentinos administram um total de 92 bilhões de pesos (cerca de R$ 28,9 bilhões), dos quais 11,6% estão destinados a fundos comuns de investimento, tanto locais como estrangeiros.

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