Argentina pedirá carência de três anos aos credores

O governo argentino pedirá um prazo de três anos de carência para recomeçar a pagar a dívida em default desde dezembro de 2001. A proposta de reestruturação da dívida será apresentada na próxima semana em Dubai, nos Emirados Árabes, durante a assembléia anual conjunta do FMI e Banco Mundial, pelo ministro de Economia, Roberto Lavagna. Embora o plano de governo não tenha sido divulgado oficialmente, no acordo entre o FMI e o governo argentino que deverá ser aprovado pela diretoria do organismo no sábado, não está previsto o pagamento de nenhum centavo a mais do que o que já se vem pagando habitualmente.Conforme explicações de uma alta fonte da secretaria de Finanças, no item oito da carta de intenções, se determina que o superávit de 3% do PIB para 2004 e o nível a ser definido para os anos seguintes será destinado à continuidade do pagamento da dívida que não se encontra em default. Desde que o país entrou em default, as únicas dívidas que vêm sendo honradas dizem respeito aos juros aos organismos internacionais, dentre eles, o FMI, os títulos entregues aos correntistas, aplicadores e poupadores que trocaram seus depósitos congelados pelo "corralito" e "corralón" por bônus, e, por último, os empréstimos avalizados que foram pesificados.

Agencia Estado,

16 de setembro de 2003 | 07h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.