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Argentina pode ter de importar trigo este ano

Ex-celeiro do mundo, título que ostentou por boa parte do século 20, a Argentina poderia ficar sem trigo até o fim deste ano. O alerta é de Néstor Roulet, ex-vice-presidente das Confederações Rurais Argentinas. Ele diz que o país não teria trigo suficiente para abastecer os moinhos. Segundo Roulet, a mercadoria somente supriria a demanda argentina até o fim de setembro, e a nova colheita só entra em novembro.

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE /BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2013 | 02h06

Com isso a Argentina, pela primeira vez na história, teria de importar o cereal para abastecer o mercado interno. Na última safra, o país produziu 9 milhões de toneladas de trigo, o equivalente a 37,9% menos do que na colheita anterior. Por trás da queda esteve a seca que assolou várias regiões argentinas, além das pressões tributárias do governo da presidente Cristina Kirchner sobre os produtores agrícolas, que levaram vários agricultores a dedicar-se a outras atividades.

Enquanto em 2002 a área de plantio foi de 7 milhões de hectares, em 2012/2013 a área caiu para 3,7 milhões de hectares. Esse foi o pior plantio em 111 anos na Argentina. Em 2002 a colheita foi de 15 milhões de toneladas. Mas, em 2012/2013, caiu para um volume estimado de 9 milhões a 11 milhões de toneladas.

Os analistas afirmam que a única alternativa seria forçar o exportadores a não enviar todas as mercadorias previstas ao exterior. O presidente da Federação Agrária, Eduardo Buzzi, afirmou que a produção de trigo está em situação "crítica": "Tudo isso é culpa da falta de políticas agrárias".

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