Argentina precisa de US$ 25 bi para reconstruir economia

O vice-ministro de Economia da Argentina, Jorge Todesca, declarou hoje, em Buenos Aires, que a Argentina necessita de US$ 25 bilhões para começar a reconstrução de sua economia. Todesca esclareceu, no entanto, que não é necessariamente esse volume que o país está negociando atualmente com o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Normalmente, crises semelhantes como esta demandam recursos de cerca de 12% do PIB, que, no nosso caso, se aproximam de US$ 23 bilhões a US$ 25 bilhões", afirmou Todesca, em entrevista a uma rádio argentina.As cifras do PIB correspondem a valores de 2001, prévios à desvalorização do peso. Todesca explicou ainda que as negociações com o FIM, retomadas ontem em Washington, podem demorar entre 30 e 45 dias antes de um acordo. Todesca negou ainda que o governo esteja estudando apoiar, com recursos fiscais próprios, as dívidas de grandes empresas argentinas captadas no Exterior. Afirmou também que, nesse caso, o que será feito é exercer a "diplomacia econômica", já que o tema está incluído na agenda internacional do Ministério de Economia. Ele ressaltou ainda que isso não comprometerá recursos fiscais, "até porque nem existem". Várias versões sobre o tema indicavam que as empresas endividadas no Exterior teriam proposto à administração do presidente Eduardo Duhalde a criação de um mecanismo que permitisse ao Banco Central argentino entregar dólares às companhias na base de 1 por 1, e que a diferença (com a taxa de câmbio atual) fosse absorvida pelo Estado. O governo não aceitou.Leia o especial

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