Argentina preocupa mercado financeiro

O mercado financeiro adotou uma postura de cautela nesta sexta-feira. A euforia provocada ontem pela colocação da dívida estrangeira do Brasil em revisão pela agência de rating Moody´s, com perspectiva de melhora, deu lugar novamente à preocupação com a Argentina. Jornais daquele país informaram hoje que as metas fiscais poderão não ser cumpridas. Diante disso, o governo Argentino poderá pedir um "waiver", ou seja, uma dispensa de cláusula contratual com o Fundo Monetário Internacional (FMI).De qualquer forma, analistas observam que, pelo menos nesta manhã, o nervosismo não repetiu o de quarta passada. De lá para cá, além do anúncio da Moody´s, o Brasil teve outras manifestações de confiança que ajudam a evitar uma maior deterioração do ambiente de negócios. Hoje cedo, foi noticiado que o Morgan Stanley aumentou o peso da América Latina em seu índice de mercados emergentes (MSCI). Dentro do índice de América Latina, o Brasil passou o México e subiu de 36,8% para 39,9%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) refletiu essa preocupação e operou em baixa durante a manhã. Há pouco, registrava queda de 2,31%. O dólar comercial seguiu a tendência de alta e está cotado a R$ 1,8190 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,44% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,250% ao ano no início da tarde, frente a 16,930% ao ano, registrados ontem no final do dia.Mais incertezas em relação à queda da SelicO cenário coloca mais dúvidas sobre a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir mais uma vez a taxa básica de juros - Selic. O Comitê se reúne nos próximos dias 22 e 23 de agosto para reavaliar a taxa. Os últimos índices de inflação também dificultam a queda da taxa de juros. Hoje foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP. O resultado revela uma inflação de 1,87% na segunda quadrissemana de agosto no município de São Paulo, índice superior ao do período anterior, quando o IPC foi de 1,63%.

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