Argentina pretende dobrar taxa de investimento

O governo argentino espera elevar para 20% do Produto Interno Bruto (PIB) a taxa de investimento no país que, durante a fase mais crítica da crise econômica encerrada há dois anos, chegou a patinar em torno de 10%. Para o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, a reação argentina está ocorrendo de maneira mais rápida do que a dos países do Sudeste Asiático e da Rússia, que passaram também por graves crises no mesmo período. "Nossas exportações industriais, as últimas a reagir porque necessitam de estruturas de financiamento, já estão crescendo 15%. Vivemos no período de 1998 a 2002 uma crise de dimensões históricas, com perda do PIB superior à da crise de 1930. Já voltamos ao nível (de investimento) da década de 90 e vamos avançar mais dois pontos (porcentuais), pelo menos, nos próximos meses", disse Lavagna, durante o encerramento do 45º Congresso Latinoamericano de Siderurgia. Importante indicador econômico, a taxa de investimento aponta principalmente as condições de um país sustentar no médio e longo prazos o crescimento de sua economia. No Brasil, essa taxa está pouco acima de 19% e os analistas costumam situar entre 24% e 25% um nível capaz de manter crescimento econômico sustentado em 4% a 5% ao ano. Na China, país cuja economia mais cresce no mundo atualmente, a taxa encerrou 2003 com 47% do PIB.

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