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Argentina promete crédito e cria bônus para sair da crise

O ministro da Economia da Argentina, Jorge Remes Lenicov, anunciou nesta segunda-feira a criação de um imposto sobre as exportações agropecuárias e industriais, que será utilizado para financiar programas sociais. Remes Lenicov também anunciou a criação de três tipos de bônus, que o governo oferecerá em troca dos prazos fixos em dólares e em pesos que estão confiscados dentro do sistema financeiro. Além disso, declarou que o governo criará linhas de crédito especiais para diversos setores da economia.Segundo o ministro, as retenções serão de 10% sobre os produtos primários e de 5% para as manufaturas de origem industrial e agropecuário. Estas retenções serão utilizadas para a criação de programas de assistência social, como de distribuição de alimentos ou criação de postos de trabalho temporário. O governo calcula obter US$ 1,4 bilhão. Os fundos conseguidos seriam administrados tanto por organizações não-governamentais (Ongs) como pelo próprio governo.BônusRemes Lenicov também anunciou que o governo está criando três bônus que serão utilizados na reprogramação dos depósitos retidos dentro do ?corralito?, como é conhecido o semi-congelamento de depósitos bancários. O governo oferece estes bônus em troca dos depósitos retidos.Dos bônus, dois serão em dólares, e um em pesos, que serão de livre cotação na bolsa. Os bônus em dólares estarão disponíveis para todos aqueles que tinham depósitos em dólares. O bônus em pesos será para as pessoas que tenham tanto depósitos na moeda norte-americana como a argentina. Um dos bônus em dólares terá prazo de 10 anos, com dois anos de carência, e uma taxa de juros de 2% anual. O bônus será pago em oito parcelas, a partir do segundo ano. O outro bônus na moeda norte-americana também terá prazo de 10 anos, com taxa libor mais 1% de juros. A amortização ocorrerá no vencimento.Além destes, o governo criará um bônus em pesos, que terá prazo de cinco anos, com um de carência. Este bônus terá correção monetária mais 3%, e será pago trimestralmente. PesificaçãoO ministro Remes Lenicov explicou que ao contrário do que o próprio presidente Eduardo Duhalde havia declarado neste fim de semana, não será criado imediatamente um imposto especial sobre as empresas que ?pesificaram? as dívidas, ou seja, as passaram de dólares para pesos. O anúncio de que esta medida estava a ponto de ser aplicada, causou polêmica no setor empresarial.Remes Lenicov afirmou que o governo está trabalhando ?cuidadosamente? sobre este imposto sobre as exportações agropecuárias e industriais ?de forma a não criar uma alíquota que castigue as empresas?. Dentro do gabinete Duhalde existiam divergências sobre a aplicação deste imposto extraordinário. Nesta segunda-feira o ministro da Produção, Ignacio De Mendiguren, declarou que não está de acordo com o tributo. Segundo De Mendiguren, que até janeiro foi o presidente da União Industrial Argentina (UIA), o próprio ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov ? com o qual De Mendiguren não possui boas relações - não concordaria com o imposto sobre as grandes empresas. ?Remes Lenicov tinha melhores idéias que essas?, disse De Mendiguren, em relação ao novo imposto.FMINesta terça-feira chega a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Buenos Aires, para retomar as negociações suspensas há dois meses. O governo espera obter do FMI a liberação do empréstimo de US$ 1,26 bilhão, cuja entrega estava marcada para dezembro do ano passado. Além disso, existem outros US$ 9 bilhões que ainda estão pendentes, correspondentes à ?blindagem? financeira de janeiro do ano passado.Reforma ministerialAs discussões que Duhalde mantém com alguns dos ministros poderiam desembocar em uma mudança ministerial, cuja realização não se descarta para os próximos dias. Uma das figuras mais indicadas para deixar o governo é o chefe do gabinete de ministros, Jorge Capitanich.Os comentários na Casa Rosada, a sede presidencial, é que o jovem político do norte do país, de 37 anos, ainda não possui a experiência necessária para o cargo. Um dos rumores indica que Duhalde gostaria de colocar o governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, no cargo de chefe de gabinete. Esta seria uma forma de anular a campanha contra o governo que De la Sota realiza.Outro nome cuja saída é especulada é a do ministro da Produção, Ignacio De Mendiguren, que constantemente entra em conflito com o ministro da Economia. Outra alternativa que está sendo analisada no governo é a de passar Remes Lenicov para o cargo de chefe do gabinete de ministros, enquanto que para seu lugar no ministério da Economia seria colocado o presidente do Banco Central, Mario Blejer, um ex?integrante do FMI. Leia o especial

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