Argentina reafirma aliança energética com a Bolívia

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, reforçou hoje a aliança energética com o governo do presidente boliviano Evo Morales ao lançar uma licitação internacional para o fornecimento dos canos destinados à obra de construção do Gasoduto do Noroeste Argentino (GNEA), uma obra de 1.465 quilômetros dentro do território argentino e mais 100 quilômetros na Bolívia. O investimento é de US$ 1,88 bilhão."Com orgulho afirmo que a Argentina paga o melhor preço por seu gás à irmã República da Bolívia", disse Cristina durante um discurso na Casa Rosada, em Buenos Aires, ao lado de Morales. A presidente argentina, após reivindicar a unidade regional, afirmou que o gasoduto - essencial para manter o crescimento econômico da Argentina - "é uma obra federal e latino-americana". Com esta obra, explicou, os dois governos reafirmam a integração da América do Sul e destroem as "estranhas teorias de divisão e antagonismo" que provinham, segundo ela, do exterior. Cristina lamentou que as antigas lideranças políticas da região "não entendiam a necessidade de estar unidos e foram os responsáveis por retardar a unidade latino-americana".Obra solidáriaCristina Kirchner sustentou que o gasoduto que será construído com a Bolívia "articula-se de forma solidária", já que o projeto "é uma obra da qual ambas partes tiram proveito". Segundo ela, "os negócios são negócios quando as duas partes que participam têm benefícios. Porque senão, quando um só lado tem benefícios, aí é exploração".No dia 15 de fevereiro será convocada a licitação para a construção do gasoduto. O resultado deve ser anunciado em abril. Para junho está previsto o início da obra. O gasoduto elevará a capacidade de envio de gás boliviano em 20 milhões de metros cúbicos diários. A licitação dos tubos será disputada pela empresa argentina SIAT e a mexicana Tubacero.

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