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Argentina reafirma manutenção de barreiras à importação

O governo argentino reafirmou que vai manter as barreiras contra as importações, segundo discurso da ministra de Indústria e Turismo, Débora Giorgi. Durante a abertura do Congresso Nacional da Indústria Madeireira, nesta sexta-feira, em Buenos Aires, Giorgi disse que "as licenças não automáticas para diferentes categorias de móveis estão em pleno vigor", apesar das reclamações dos exportadores brasileiros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

20 de novembro de 2009 | 17h34

"As licenças não automáticas vão continuar sendo aplicadas nos setores que são convenientes para o desenvolvimento da indústria nacional e a preservação dos postos de trabalho", argumentou a ministra. Giorgi ressaltou que os governos do Brasil e da Argentina vão fazer um "monitoramento estrito" dos acordos de "autolimitação" das exportações fechados pelos empresários de ambos os países.

Em junho passado, a Associação Brasileira de Móveis (Abimóveis) concordou em vender ao mercado argentino 65% menos do que exportou em 2008 ao vizinho. O acordo foi fechado com a Federação Argentina de Indústria de Móveis com a condição de o governo argentino liberar a entrada do volume permitido. Mas a Argentina não só não liberou a cota estabelecida como aumentou as exigências burocráticas para a entrada do produto em seu território. Na semana passada, antes da reunião entre os presidentes Lula e Cristina, Giorgi anunciou o fim de uma destas exigências, a do visto consular.

Mas as licenças para a entrada dos móveis brasileiros continuam demoradas porque, segundo a ministra, é preciso preservar o setor, que emprega 55 mil trabalhadores em 2.600 empresas. No entanto, Giorgi recordou que na reunião da última quarta-feira entre os presidentes, em Brasília, ambos "se comprometeram a monitorar os acordos entre os setores privados para evitar eventuais distorções ou descumprimento de algumas das partes". Também insistiu que a relação com o Brasil "deve ser equitativa e equilibrada, de modo a permitir uma complementaridade produtiva para ambos os lados da fronteira".

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