Argentina reclama do comércio de veículos com o Brasil

A Argentina informou ao governo brasileiro que deseja reverter o desequilíbrio da balança comercial de veículos entre os dois países do acordo de livre comércio, em 2006. Em comentários reproduzidos pela imprensa local, o subsecretário da Indústria argentina, Raul Dejean, disse que o governo mostrou formalmente a preocupação sobre o assunto em encontros com representantes brasileiros na semana passada. "Expressamos nossas preocupações ao governo do Brasil sobre a assimetria em favor da entrada de carros brasileiros na Argentina e os obstáculos para entrada de nossos carros no país", afirmou Dejean ao jornal La Nacion.Segundo dados de produção recentes do Centro de Estudios Bonarense (CEB),os carros argentinos representaram 2,9% do mercado brasileiro no ano passado. O estudo projeta queda para 2,5% em 2004. A Argentina vendeu 18.632 veículos no Brasil durante os primeiros seis meses deste ano. O resultado representa queda de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Brasil deve representar 64% do mercado argentino total projetado para este ano de 290.000 a 300.000 veículos, disse Dejean de acordo com o jornal Clarín. Segundo ele, as autoridades brasileiras foram receptivas.Dejean disse que "com essa tendência, não chegaremos em 2006 sem assimetria". Ele se refere ao prazo para execução da política para automóveis do Mercosul, 1º de janeiro de 2006. Segundo ele, o "tempo corre em favor do Brasil se nada for feito". Dejean sugere que as negociações precisam ir para o nível político.

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