Argentina reduz impostos para exportação de agrícolas

O governo da presidente Cristina Kirchner anunciou hoje uma redução dos aumentos dos polêmicos impostos implementados em março para as exportações de produtos agrícolas. Os aumentos tributários - junto com as restrições para as exportações de carne e trigo - foram nos últimos dois meses e meio o pivô do conflito entre o governo e os produtores agropecuários. No início da noite, em uma entrevista coletiva à imprensa, o Chefe do Gabinete de Ministros, Alberto Fernández, anunciou que os impostos "móveis" (que variam de acordo com os preços internacionais dos produtos) descerão do teto de 95% para 52,7% para o caso da soja de girassol, sempre que o preço internacional esteja entre US$ 600 e US$ 750. No caso do trigo, o imposto seria de 41,6%, enquanto que o tributo sobre o milho cairia para 45%.No entanto, apesar das reduções, os impostos aplicados ainda continuarão mais elevados que os tributos existentes antes da crise com o setor agropecuário. Os ruralistas exigem que os impostos aplicados às exportações agrícolas retrocedam aos níveis anteriores ao dia 11 de março, quando o governo implementou os aumentos. Neste caso, os ruralistas exigem que os impostos sejam reduzidos para 35%, patamar que o governo Cristina rejeita categoricamente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.