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Argentina reduz subsídios do gás para ajustar gastos fiscais

A Argentina disse nesta sexta-feira que irá reduzir os subsídios para altos consumos industriais, comerciais e residenciais de gás, poupando 409 milhões de dólares em um momento no qual o governo procura equilibrar suas contas fiscais diante da fragilidade econômica mundial. A medida foi anunciada em uma coletiva de imprensa pelo ministro do Planejamento, Julio De Vido. Ele explicou que o objetivo do governo no futuro é eliminar totalmente os subsídios. "Alcançaremos uma redução anual de subsídios de 1,4 bilhão de pesos (409 milhões de dólares) que estará acompanhada de uma melhora e uma consolidação do superávit fiscal primário argentino", afirmou o ministro. O aumento das tarifas de gás será aplicado aos consumos feitos a partir de 1o de novembro e afetará 36 por cento das casas e 1,5 por cento do comércio e indústria, segundo De Vido. "Estas medidas representam um aumento diferencial na fatura de gás natural dos usuários residenciais com alto consumo, adicionando uma média de 18 pesos para a categoria mais baixa e de 185 pesos para aquelas de maior consumo bimestral", disse ele. As tarifas de serviços públicos foram congeladas na Argentina em 2002, em meio a uma profunda crise econômica, para evitar a crescente inflação. Desde então, o Estado vem subsidiando os aumentos nos custos de produção do gás. Mas nos últimos meses, o governo autorizou aumentos para eletricidade, gás e está negociando elevar as tarifas de telefonia fixa, com a intenção de ajustar os gastos diante da incerteza sobre a situação financeira do país. (Por Karina Grazina)

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