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Argentina reduz TEC de 1,5 mil produtos de consumo

A Argentina decidiu reduzir, em média, sete pontos porcentuais a alíquota de importação de 1,5 mil itens de bens de consumo. A Tarifa Externa Comum (TEC) desses produtos havia sido aumentada de uma média de 15% a 20% para 35% em março do ano passado pelo então ministro de Economia Domingo Cavallo. Na época, o ex-ministro justificara a medida alegando que o novo quadro tarifário permitiria ao país enfrentar o "sério problema de valorização excessiva do peso". Ainda nessa época, Cavallo decidira também reduzir a zero a alíquota de importação de máquinas e equipamentos (1.338 itens), provocando um dos primeiro atritos comerciais e diplomáticos com o Brasil em sua gestão.Com a medida, que seria publicada hoje no Diário Oficial argentino, a alíquota de importação de têxteis e vestuário, leite, sorvetes, vinhos, calçados, águas, embutidos, chocolates, frutas e verduras, higiene e beleza, couros sopas e caldos industrializados, entre outra centena de produtos provenientes de países fora do Mercosul, cairão de 35% para 28%, 18,5% e 12,5%. O objetivo, de acordo com a equipe econômica do ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, é enfrentar a alta dos preços de grande parte desse produtos no mercado interno por causa da desvalorização do peso, em janeiro deste ano. A atual administração argentina preferiu, no entanto, manter inalterada a TEC para bens de capital.Os laticínios argentinos, por exemplo, já mostram um incremento entre 15% e 20% em seus preços nas gôndolas dos supermercados. O setor afirma que as empresas foram obrigadas a transferir o preço pago aos produtores de leite desde a semana passada. A idéia do governo agora é colocar maior competitividade para evitar a alta dos preços e a eventual disparada da inflação. O governo Duhalde está obrigando também que o comércio informe o aumento dos preços, sob pena de duras punições.As empresas com mais de três filiais na em Buenos Aires e na Grande Buenos Aires, por exemplo, terão de enviar sua lista de preços dos 60 itens que fazem parte da cesta familiar determinada pelo Departamento de Defesa do Consumidor. A lista inclui farinha e derivados, laticínios, óleo, atum em lata, açúcar, maionese, carne, frutas e verduras e produtos de limpeza, entre outros. A idéia é evitar que o preço desse produtos sejam reajustados de acordo à variação do dólar, que já subiu de 1,40 peso, em janeiro, para 2,5 pesos ontem.

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