Argentina reestatiza o correio por 6 meses

O governo argentino rescindiu o contrato de serviço postal nacional com o Correo Argentino e anunciou a retomada do controle estatal do serviço por 180 dias, anunciou o chefe de Gabinete da Presidência, Alberto Fernandez. Durante este prazo, o governo buscará um novo concessionário. Fernandez garantiu que não haverá demissões.Ele disse que o governo decidiu rescindir o contrato porque o Correo Argentino falhou em cumprir os termos - principalmente os pagamentos devidos ao governo - e tem oferecido um serviço ruim. As estimativas oficiais são de que a companhia deve ao governo 450 milhões de pesos (cerca de US$ 1,2 bilhão).O Correo Argentino é controlado pelo consórcio Sideco Americana, comandada pelo empresário argentino Francisco Macri, que possui 69,2% das ações. Os funcionários do Correo possuem 14% de participação, o Banco Galícia y Buenos Aires detém 11,8% e o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, possui outros 5%.

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