Argentina reestruturá US$ 94,3 bi de suas dívidas

O governo argentino quer cortar pelo menos 75% do estoque da dívida, conforme proposta apresentada hoje pelo ministro de Economia, Roberto Lavagna, em Dubai. O ministro também anunciou que o governo está disposto a renegociar US$ 94,3 bilhões, o que representa 53% da dívida argentina. Lavagna voltou a repetir que não haverá credor privilegiado, pois o ?acordo deve ser justo para todos os credores?. Roberto Lavagna confirmou também as informações adiantadas por uma fonte do Ministério de Economia à Agência Estado, sobre os tipos de bônus que serão oferecidos aos credores: um Par, um Discount e outro vinculado ao crescimento da economia argentina, os Bônus C. Durante sua exposição, Roberto Lavagna tratou de culpar o governo de Carlos Menem (1989-1999) pelo endividamento público, o qual levou à queda da atividade, que obrigou a suspensão dos pagamentos. Para justificar a proposta apresentada, Lavagna insistiu em que a Argentina quer voltar a pagar o que deve, mas para isso necessita levar adiante um plano com forte redução do estoque, um período de três anos de carência e a dilatação dos prazos. O ministro também informou que o governo vai convocar 12 bancos internacionais para formar um consórcio com o objetivo de assessorar a negociação. Também hoje, o secretário de Finanças, Guillermo Nielsen, detalha a proposta argentina que oferecerá os novos bônus em quatro moedas: dólar, euro, iene e pesos indexados. Segundo ele, o prazo dos bônus serão definidos durante a negociação e os títulos emitidos a partir de 2002, entre eles o Boden, não entrarão na reestruturação.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2003 | 11h14

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