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Argentina sofre greve nacional de 24 horas

A Central de Trabalhadores Argentinos (CTA) realizará hoje uma greve nacional de 24 horas que inclui bloqueios de ruas e avenidas, passeatas e concentrações populares. O movimento soma-se às greves dos produtores rurais e dos transportadores de cargas que entraram hoje em seu quarto dia de mobilização em todo o país. Em todas estas greves, o instrumento preferido para protestar é o bloqueio de pontos estratégicos do trânsito de veículos e de pessoas. As autoridades prevêem um caos em ruas, avenidas, rodovias, estradas, pontes e entradas e saídas das grandes cidades. Algumas deverão passar o dia isoladas como Buenos Aires, Chaco e Formosa. Os partidos de esquerda também participam do protesto organizado pela CTA no governo de Eduardo Duhalde, o qual terá seu ponto culminante às 16 horas, em frente ao Congresso Nacional. Às 17 horas, os partidos de esquerda realizarão uma passeata do Congresso até a Praça de Maio para pedir a renúncia do presidente. A greve afetará principalmente a administração pública nacional, hospitais, aviação, professores primários e universitários e servidores da Justiça. Estão previstos bloqueios também em vias ferroviárias importantes.Devido ao grande número de greves, de bloqueios, de passeatas e concentrações, a polícia teme confrontos e distúrbios. Principalmente porque o governo resolveu adotar uma postura mais dura diante destes movimentos para impedir a livre circulação do trânsito. Para tanto, a segurança será reforçada nos pontos mais críticos, onde haverá maior concentração de manifestantes. Victor de Gennaro, líder da CTA, não acredita que haverá distúrbios por parte de seu pessoal mas denunciou que o governo "está decidido reprimir as demandas populares". Porém, advertiu que os trabalhadores "defenderão o seu direito de mobilizar-se numa rebelião nacional contra a imoralidade e injustiça da fome na Argentina". Luis D´Elia, líder dos piqueteiros - os desempregados que ficaram famosos por iniciar a modalidade de protestos através dos bloqueios - defende que o princípio político do protesto é "a não violência e a massividade". Ele promete o bloqueio de sete mil pontos em todo o país.Leia o especial

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