Argentina sofre risco de desabastecimento de combustíveis

A Argentina corre o risco de sofrer um desabastecimento de combustíveis por causa de uma greve de uma frota de navios de todas as empresas que transportam petróleo. A greve foi aprovada pelos sindicatos de Operários Marítimos Unidos (Somu) e de Maquinistas Navais no dia 30 de dezembro passado. O protesto consiste em atrasar cada operação de carga e descarga nos navios durante 48 horas, segundo explicou o presidente do Somu, Omar Suárez. O atraso provocaria praticamente a paralisação da frota.As empresas petrolíferas Repsol YPF, Petrobrás, Shell, Esso e Antares se preparam para a greve. Executivos de algumas destas, consultados pela AE, admitiram que existem dificuldades para o abastecimento de provisões de petróleo. Diante do cenário, a prioridade de abastecimento de combustíveis ficar para os corredores viários e turísticos. Ainda não se sabe quando a situação será normalizada, nem quando tempo vai durar a greve. Mas nas empresas, os executivos explicam que "a normalização do abastecimento de nafta e diesel aos postos de serviços não ocorrerá imediatamente após o final da greve". Segundo uma das fontes, isso vai demorar alguns dias.Omar Suárez argumenta que a reivindicação dos trabalhadores é justa. "Queremos o reconhecimento de antiguidade no serviço de todo o pessoal que trabalha nos navios porque com a mudança no regime de bandeira, perdemos essa antiguidade", explica Suárez. A mudança no regime de bandeira foi estabelecida em agosto passado e "as empresas consideram que com isso, a continuidade trabalhista foi quebrada", detalha. Além disso, os trabalhadores querem rediscutir todo o convênio coletivo de trabalho, incluindo reivindicações sociais e de aumento de salários.

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