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Argentina suspenderá racionamento de energia na 2ª feira

Na próxima segunda-feira será suspenso o racionamento de energia elétrica que estava sendo aplicado desde o início de junho a 4 mil indústrias da Argentina, além de outros grandes e médios usuários, como hotéis e clubes. A confirmação foi feita pelo Ministro do Planejamento Federal e Obras, Julio De Vido.Na semana passada o racionamento foi reduzido à metade, passando de oito horas diárias de suspensão do fornecimento de energia à quatro horas. Desta forma, o governo do presidente Néstor Kirchner encerra a crise energética que assolou o país durante o inverno. A crise, a pior desde 1989, tumultuou a produção industrial em junho e julho e provocou fortes críticas do setor contra Kirchner.Em junho o governo optou por suspender durante parte do dia o fornecimento de energia às indústrias de forma a poupar os consumidores residenciais da crise. No meio de um ano eleitoral (em outubro serão realizadas eleições presidenciais, nas quais a candidata do governo será sua mulher, a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner), o presidente evitou apagões aos consumidores residenciais, seus eleitores.Kirchner e seus ministros negaram-se categoricamente, ao longo dos últimos dois meses, a admitir a existência de uma "crise" energética. No máximo, admitiam a ocorrência de "alguns problemas".No meio da crise, Kirchner ordenou a suspensão das exportações de gás ao Chile, país altamente dependente desse produto argentino. O Ministro De Vido também permitiu a instalação de quatro turbinas adicionais na hidrelétrica binacional (com o Paraguai) de Yaciretá, que proporcionariam mais 1.000 megawatts de capacidade.

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