carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Argentina tem até quinta-feira para evitar moratória

O governo argentino corre contra o relógio que lhe dá somente até quinta-feira próxima para acordar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou tirar das reservas US$ 805 milhões de dólares para pagar uma parcela do que deve ao Banco Mundial (Bird). O FMI já deixou transparecer que não tem nenhuma pressa em fechar o acordo com a Argentina, e o governo afirmou em várias ocasiões que não tocará nas reservas. Porém, os analistas consideram que o FMI continuará o jogo duro por mais um tempo e o governo acabará cedendo para pagar esta dívida com as reservas para evitar o fechamento do diálogo com o organismo. Uma fonte do Ministério de Economia explicou que se o ministro Roberto Lavagna receber um sinal claro e concreto do FMI de que haverá mesmo o acordo, embora com um pouco de atraso, o governo usaria as reservas. No entanto, o governo não quer arriscar a provocar um rombo em suas reservas sem a garantia do acordo. Hoje à noite, o secretário de Finanças, Guillermo Nielsen, viajará para Washington, para tentar acelerar a parte considerada final das negociações que já duram 10 meses.O novo embaixador nomeado da Argentina nos Estados Unidos, Eduardo Amadeo, está confiante no acordo. Segundo ele, "a história deverá reconhecer a negociação muito madura realizada pelo presidente Eduardo Duhalde com o FMI porque temos aceitado o razoável e não buscamos nunca o acordo a qualquer custo". "A Argentina não tem cumprido os compromissos internacionais e isso não o diz somente o Fundo, mas amigos como María Aznar, Ricardo Lagos e Fernando Henrique Cardoso, e esta situação se refletiu na negociação , onde tivemos que recuperar a credibilidade e instituições que estavam perdidas como o estado de direito", explicou Amadeo em entrevista o jornal El Cronista.Enquanto as negociações continuam, o FMI decidiu investigar-se a si mesmo em relação à sua atuação na Argentina , desde o início até o colapso da conversibilidade . O trabalho será desenvolvido pelo escritório de Avaliação Independente do FMI, dirigido pelo economista indiano Montek Singh Ahluwalia. A Argentina é um país denominado de "usuário prolongado" do FMI, já que entre 1971 e 2000, o país esteve 16 anos e meio com algum tipo de programa e acordo com o organismo. Porém, a investigação será somente entre 1991-2001, cuja maior parte do tempo a Argentina estava sob o governo de Carlos Menem, e nos dois últimos anos foi governada por Fernando de la Rúa. O curioso é que apesar de diferentes presidentes, o ministro de Economia que mais durou no cargo neste período foi Domingo Cavallo, o pai da conversibilidade no país. A expectativa é de que saiam à luz, dezenas de documentos que recomendavam a saída da conversilidade e suas fórmulas de execução. Os documentos secretos teriam sido arquivados pelos defensores da conversibilidade do organismo, como o ex-representante argentino Guillermo Zoccali e outros.

Agencia Estado,

11 de novembro de 2002 | 08h08

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.