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Argentina tenta atrair Exxon e Chevron

Uma semana e meia depois de ter expropriado a espanhola Repsol da empresa YPF de gás e petróleo, o governo da presidente Cristina Kirchner iniciou uma série de reuniões com os CEOs de multinacionais estrangeiras. O objetivo é seduzi-las a investir nas áreas confiscadas à Repsol e formar parcerias com a expropriada YPF.

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2012 | 03h01

Um dos encarregados da estratégia de sedução é o ministro do Planejamento Federal e Obras Públicas, Julio De Vido, designado pela presidente Cristina para o cargo de interventor da YPF.

De Vido - que acompanha o casal Kirchner desde que Néstor Kirchner era prefeito da cidade de Rio Gallegos, em 1987 - é o homem forte da presidente Cristina na área energética. Nos últimos nove anos, comandou as alianças estratégicas com a estatal venezuelana PDVSA e é suspeito de vários escândalos de corrupção envolvendo a construção de gasodutos no sul e norte da Argentina.

De Vido é acompanhado do jovem vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, designado por Cristina para o posto de vice-interventor da YPF. Kicillof é o autor do projeto de expropriação da YPF e considerado o mentor econômico da presidente argentina.

De Vido e Kicillof receberam Roger Becker, vice-presidente da área de exploração da Exxon, a maior empresa petrolífera dos Estados Unidos. Durante o encontro, analisaram a possibilidade de que a companhia americana produza gás e petróleo na Argentina.

O governo Kirchner também teve reuniões com a Chevron, empresa que o ministro De Vido quer convencer a explorar a província de Chubut. Neste caso, a ideia é que a Chevron faça, além de investimentos próprios, parcerias com a YPF. De Vido e Kicillof também se reuniram com empresas canadenses, chinesas e francesas./ A.P.

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