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Argentina terá companhia aérea, diz decreto de Duhalde

O diário oficial da Argentina publicará hoje o que deverá ser o último e polêmico decreto do presidente Eduardo Duhalde. Depois de 13 anos da privatização da Aerolíneas Argentinas, o governo argentino voltará a possuir uma empresa aérea, através do decreto assinado ontem à noite, criando a companhia estatal, a qual absorverá grande parte do pessoal que ficou desempregado depois que a Lapa suspendeu suas atividades. Uns consideram que decisão do presidente é uma das mais audazes de sua carreira política, outros (leia-se Aerolíneas Argentinas), pensam que é uma ingerência do Estado inaceitável.Na verdade, Duhalde tenta matar dois coelhos com um só golpe: conter o previsível conflito sindical dos 800 empregados da falida Lapa e controlar o mercado aerocomercial, através de uma companhia própria, em lugar de regulá-lo com normas que sofrerão a dura oposição das empresas do setor.O governo explica que o staff da futura empresa aérea se formaria como pessoal da Lapa mas terá uma base jurídica diferente e deverá construir-se com seus próprios ativos e capital de trabalho. Será totalmente independente da Lapa que continuará seu processo de falência. A empresa ficaria nas mãos do Estado por um período de seis meses, e logo o presidente eleito, Néstor Kirchner, deverá escolher se a privatiza novamente ou se continua com o negócio. A conclusão do processo de estatização da companhia será feita pelo próprio Kirchner que assume a Presidência no próximo domingo. Tanto ele, quanto seu ministro de Economia, Roberto Lavagna, estiveram de acordo com a iniciativa de Duhalde por considerar mais barato para o Estado operar sua própria empresa que beneficiar as privadas com distintos tipos de subvenções. Com o decreto, o governo evita que a Aerolíneas Argentinas tenha o absoluto domínio do mercado, em particular o de cabotagem, onde está com 80% das operações, depois da quebra da Lapa.

Agencia Estado,

22 de maio de 2003 | 09h20

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