Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

Argentina terá greve geral nesta terça-feira e voos devem ser afetados

Em março, paralisação semelhante com adesão de sindicatos de transportes deixou milhares de turistas sem sair ou entrar no país

Rodrigo Cavalheiro, CORRESPONDENTE, O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2015 | 12h18

BUENOS AIRES - Os sindicatos do setor de transporte, que em 31 de março praticamente paralisaram a Argentina ao comandar uma greve geral que atingiu serviços de ônibus, trens e aviões, repetirão a tática nesta terça-feira, 9.

A razão em parte é a resistência do governo em ampliar a faixa de isentos ao imposto sobre o salário, hoje em 15 mil pesos (R$ 5,1 mil). Será o quarto ato nos últimos cinco anos contra o tributo que desconta até 35% da renda, de acordo com a faixa salarial. O kirchnerismo aceitou reduzir o valor cobrado dos que ganham entre 15 mil pesos e 25 mil pesos, o que na prática significou um aumento no salário líquido de 5% a 6%. A medida foi considerada insuficiente.

Desde aquela mobilização, os grupos sindicais mais afastados do kirchnerismo pressionavam para que a próxima paralisação fosse de 36 horas. A Confederação Argentina de Trabalhadores de Transportes (CATT) estabeleceu que ela durará 24 horas e terá o apoio de Hugo Moyano, sindicalista que rompeu com o kirchnerismo em 2011 e tem amplo poder de mobilização dos integrantes da Central Geral de Trabalhadores (CGT).

Na paralisação de março, milhares de turistas foram impedidos de deixar ou chegar à Argentina pelo cancelamento de voos. Em Buenos Aires, não havia postos de gasolina em funcionamento, os bancos fecharam e poucos restaurantes abriram.

O governo enfrenta greves pontuais, pressionado por um ano eleitoral e pelos protestos contra a inflação - de 15% anual pela estatística oficial e de até 25% segundo consultoras privadas. Os líderes das categorias querem um reajuste superior a 30%, enquanto o governo de Cristina Kirchner quer manter os aumentos abaixo dos 26%.

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