Argentina terá imposto variável sobre exportação de biodiesel

A Argentina vai aplicar um imposto variável para suas multibilionárias exportações de biodiesel, afirmou a presidente Cristina Kirchner nesta quarta-feira, modificando um recente aumento de impostos que levou a fortes queixas de produtores locais.

Reuters

19 de setembro de 2012 | 21h17

O país sul-americano é o maior exportador de biodiesel do mundo, feito quase inteiramente de óleo de soja, e companhias locais de energia têm de vender diesel contendo 7 por cento de biodiesel.

No mês passado, a Argentina elevou suas taxas sobre exportações de biodiesel para 32 por cento ante cerca de 20 por cento anteriormente, tentando aumentar os estoques domésticos e ajudar a reduzir custosas importações de combustível.

Mas o preço global do biodiesel caiu desde então, disse a presidente, o que forçou o governo a elaborar uma ferramenta mais flexível.

Cristina Kirchner não informou como a fixação de taxas variáveis funcionará nem especificou se um limite máximo para o imposto pode ser colocado.

"(Os produtores) pediram por uma taxa variável que será aplicada e atualizada a cada 15 dias, por causa do constante movimento dos preços do biodiesel", disse a presidente argentina em um discurso televisionado.

Há quatro anos, a tentativa do governo de introduzir um sistema de imposto variável sobre exportações de produtos de soja, grãos de soja, milho e trigo levaram a muitos protestos de fazendeiros.

(Por Hilary Burke e Maximilian Heath)

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