Argentina terá racionamento de energia

Os argentinos vão sofrer os efeitos do racionamento de energia elétrica nos próximos dias. "Lamentavelmente, será preciso poupar energia elétrica. O país precisa investimentos na área energética", disse hoje o ministro da Economia, Roberto Lavagna. Ele culpou as empresas privatizadas e os impedimentos da Justiça em 2002 para aplicar um aumento das tarifas pela crise energética. Ainda não há uma data definida, mas comenta-se que o racionamento poderá começar na segunda-feira. No entanto, hoje pela manhã os habitantes do bairro portenho de Núñez ficaram quatro horas sem eletricidade. O governo pretende reduzir o consumo em 6%, mas ainda não resolveu quais regiões, nem que consumidores (residenciais ou empresas) sofrerão inicialmente o racionamento. Segundo o ministro, a falta de energia pode comprometer parte do crescimento da economia neste ano. A crise energética na Argentina preocupa os governos do Chile e do Uruguai. Em Montevidéu há uma grande mal-estar, já que na semana passada o presidente argentino Néstor Kirchner ordenou a suspensão do envio de energia elétrica aos uruguaios. A Argentina é responsável por 19% da eletricidade que abastece o Uruguai. No Chile, o desabastecimento uruguaio provocou a ida do secretário de energia chileno, Luis Sánchez Castellón, à Buenos Aires, onde pressionou o governo Kirchner a não realizar o mesmo corte adotado contra o Uruguai. O gás argentino é responsável pela geração de 37% da energia elétrica do Chile. O presidente chileno Ricardo Lagos, no entanto, garante que o abastecimento elétrico para este ano está "duplamente garantido".

Agencia Estado,

25 Março 2004 | 18h27

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