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Argentina troca presidente do BC para tentar estancar valorização do dólar

A troca de comando do BCRA ocorreu na quinta-feira, 14, dia em que o peso chegou a cair mais de 7% ante o dólar

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2018 | 13h58

Em meio à forte onda de desvalorização do peso frente o dólar, o governo da Argentina confirmou o pedido de demissão do economista Federico Sturzenegger da presidência do banco central do país. Ele será substituído pelo também economista Luis Caputo, até então ministro de Finanças. 

A troca de comando do BCRA ocorreu nesta quinta-feira, 14, dia em que o peso chegou a cair mais de 7% ante o dólar.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, agradeceu em nota o "trabalho realizado por Sturzenegger durante sua gestão no BCRA". O economista havia sido nomeado ao cargo em dezembro de 2015, quando houve troca de governo no país.

Nos últimos dias, no entanto, a atuação de Sturzenegger na questão cambial foi alvo de fortes críticas de investidores.

"Diversos fatores foram deteriorando minha credibilidade nos últimos meses como presidente do Banco Central, atributo chave para levar adiante a coordenação de expectativas tão importante na tarefa que a mim foi encomendada", admitiu Sturzenegger, em carta enviada a Macri. 

Luis Caputo também está no governo Macri desde que o presidente assumiu a Casa Rosada, primeiro como secretário e depois como ministro de Finanças, quando a pasta foi criada. Ele assume o cargo com a difícil missão de tentar estancar a forte desvalorização da moeda argentina.

No pregão de quinta-feira, o dólar renovou máxima histórica ante a moeda argentina, ao bater 27,950 pesos, uma valorização superior a 7%. No câmbio paralelo, a divisa dos EUA superou os 28 pesos.

Diante das mudanças, as atribuições do Ministério de Finanças passam novamente a ser do Ministério da Fazenda.

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