Argentina vai fechar embaixadas para conter gastos

O otimismo é um estado de espírito praticamente em extinção na Argentina. Três anos e meio de recessão, alastramento do desemprego e disparada do dólar em relação ao peso estão fazendo com que 96,3% dos habitantes do país considerem a situação argentina ?ruim? ou ?muito ruim?. Somente 0,7% dos penquisados afirmam que é boa. Nenhuma pessoa disse que é a situação é ?muito boa?. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pela Ibope OPSM.Segundo a Ibope, diante da falta de perspectiva para os próximos meses, 52,6% dos argentinos consideram que a situação do país continuará igual, ou seja ruim, ou que ainda poderá piorar. A política econômica é alvo de críticas intensas de 42,3% dos argentinos, que discordam totalmente das medidas recentemente anunciadas pelo ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov. Outros 28,1% estão ?muito pouco de acordo?, enquanto somente 18,7% aprovam as medidas.O presidente Eduardo Duhalde, eleito pelo Congresso Nacional às pressas para substituir o ex?presidente Adolfo Rodríguez Saá, que, por sua vez, havia chegado à presidência para ocupar o cargo deixado pelo ex-presidente Fernando De la Rúa, possui ?boa? imagem para 22,6% dos argentinos. Outros 42,4% o consideram ?regular?. Para 16%, ele é ?ruim?, enquanto 5,6% afirmam que é ?muito ruim?.Fechamento de embaixadasOs cortes orçamentários também estão atingindo duramente o setor diplomático. Segundo uma alta fonte da Chancelaria argentina, citada pelo jornal Clarín, o governo estaria preparando o fechamento de doze embaixadas até maio deste ano, e de mais nove até outubro. O governo, segundo a fonte, calcula que com esta medida poderá economizar US$ 30 milhões anuais.Além do fechamento das embaixadas, também seriam vendidos diversos edifícios que o Estado argentino possui espalhados pelo mundo. Em diversas capitais, os consulados serão fundidos com as embaixadas. Com a desvalorização da moeda argentina, duplicaram os custos de manutenção de representações diplomáticas.Leia o especial

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