Argentina vai tentar estender prazos para cobrir dívida com fundos dos EUA

O governo da Argentina vai procurar fazer um pagamento em dinheiro para demonstrar sua boa vontade e ampliar o prazo para pagar a dívida restante com os fundos de hedge, que ganharam uma longa batalha legal nos Estados Unidos, publicou neste domingo um jornal local com base em fontes oficiais não identificadas.

REUTERS

22 de junho de 2014 | 13h13

Para cumprir a sentença de pagar 1,330 bilhão de dólares inadimplentes há cerca de 12 anos, a proposta para avançar as negociações seria adiantar entre 300 milhões e 400 milhões de dólares em dinheiro, e depois de aprovado isso, o restante seria coberto com emissões escalonadas de títulos, disse o jornal La Nación.

A publicação acrescentou que "o valor inicial seria equivalente ao pago com quitação 65 por cento aos portadores de títulos reestruturados que entraram na troca de 2005 e 2010", segundo informou uma autoridade do governo da presidente Cristina Fernández.

Nenhuma pessoa do governo estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

A Argentina precisa encontrar uma solução rápida para o calote da dívida depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos disse na segunda-feira que rejeitou um recurso do país sobre uma decisão anterior, o que na prática exige que pague os detentores de bônus não participaram de reestruturações anteriores.

Até agora, o país sul-americano tem resistido em cumprir por alegar que salvaguarda os interesses dos 92,4 por cento dos credores que aceitaram milhões em reduções de capital em um calote total de cerca de 100 bilhões em 2001 e 2002.

(Por Jorge Otaola)

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