Argentina volta a deixar mercado tenso

A crise da Argentina voltou a deixar os investidores em clima de apreensão. Declarações de Stanley Fischer, do Fundo Monetário Nacional (FMI), de que o risco de não pagamento da dívida do país ainda existe aliadas aos rumores de que o ministro José Luis Machinea teria concordado publicamente com a análise deixaram o mercado tenso. Com o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o cenário na Argentina ganhou força ainda maior. Os analistas acreditam que a situação deve dar sinais de melhora assim que um pacote de ajuda externa seja liberado. Porém, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), isso depende da implementação de medidas fiscais que garantam uma redução dos custos do país e um aumento da arrecadação nos próximos anos.No início da tarde, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,37%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano -pagam juros de 17,980% ao ano, frente a 17,590% ao ano registrados ontem. O dólar está cotado a R$ 1,9440 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,62% em relação aos últimos negócios de ontem.

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