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Argentina volta a negociar com Bolívia

O ministro de Planejamento Federal, Julio De Vido, viajou nesta segunda-feira para a Bolívia com o objetivo de avançar nas negociações sobre o esquema de provisão adicional de gás para a Argentina. Em julho, os dois países fecharam acordo que prevê o fornecimento de até 7,7 milhões de metros cúbicos diários de gás boliviano, por um preço de US$ 5 por milhão de BTU. Esse acordo vence em dezembro próximo e os governos de Néstor Kirchner e de Evo Morales vêm negociando o volume e o preço do gás para ser aplicado a partir de janeiro.Também negociam o abastecimento de um volume adicional, que poderia chegar aos 20 milhões de metros cúbicos diários, por um preço que surgirá da aplicação de uma fórmula que está sendo discutida. Para que esse incremento no volume possa ser concretizado, será necessária a construção do gasoduto do nordeste. Porém, segundo o governo boliviano, isso só será possível se forem investidos US$ 800 milhões nos próximos três anos para desenvolver os poços.As Câmaras setoriais da Bolívia têm feito inúmeras advertências sobre a paralisação dos investimentos naquele país e o reconhecimento de que a quantidade atual de gás não pode garantir os contratos assinados com a Argentina e com o Brasil, que compra 30 milhões de metros cúbicos por dia. No final desse mês vence o prazo que o próprio Evo Morales deu ao seu governo para renegociar os contratos com as transnacionais que operam em seu país, mas muito pouco se avançou nessa direção."A chave será compatibilizar as regras da lei de hidrocarbonetos sem afugentar o capital privado, tão fundamental para o desenvolvimento dos poços existentes e do país", admitiu uma fonte do Ministério do Planejamento da Argentina. "Existe boa vontade e apoio por parte do governo argentino em solucionar o problema junto com Morales", expressou a fonte, completando que acredita "em um acordo próximo".

Agencia Estado,

02 de outubro de 2006 | 18h59

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