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Argentino diz que FMI quer hiperinflação

O secretário da Fazenda da Argentina, Jorge Sarghini, declarou que existem membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos países do Grupo dos Sete (G-7) que consideram que é necessário haver uma hiperinflação no país, "para que ocorra uma renovação da classe empresarial e uma diluição dos gastos e dos passivos de forma generalizada. Mas nós estamos trabalhando para que isso não ocorra".Nas últimas semanas, diversos analistas, e o predecessor de Sarghini no cargo, o atual senador Oscar Lamberto, sustentaram que o FMI e o Departamento do Tesouro dos EUA possuem um especial interesse de que a Argentina sofra uma hiperinflação que cause uma drástica redução do valor das empresas locais, que ficariam mais baratas para a compra por parte de empresas estrangeiras.No entanto, Sarghini considera que - apesar dos problemas - um acordo com o FMI é fundamental. "Não temos outra (saída)", admitiu ao jornal "Página 12", para explicar que o país precisará o acordo para poder obter alguma ajuda financeira. "Se não tivermos um acordo com o Fundo, não poderemos pagar os US$ 9 bilhões que vencem este ano com os organismos financeiros internacionais. A única saída é fazer um acordo, e é isso que vamos fazer". Segundo o secretário, se não houver acordo com o FMI, não haverá forma de a Argentina pagar os US$ 9 bilhões que deve.No ano passado Sarghini foi secretário da Economia da província de Buenos Aires. Durante sua gestão foram criados os "patacones", bônus provinciais utilizados como moedas paralelas para o pagamento de funcionários públicos e fornecedores do Estado.

Agencia Estado,

19 de maio de 2002 | 18h24

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