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Argentino pensa em fechar acordo com FMI ainda hoje

O governo argentino espera concluir as negociações com a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta sexta-feira, e que o novo acordo de três anos com o organismo seja anunciado na segunda-feira próxima. Diferentes fontes do Ministério de Economia confirmaram informação adiantada ontem pela Agência Estado de que o acordo está muito próximo de ser fechado. Porém, existem discrepâncias sobre o teor da Carta de Intenção e sobre o que o governo fará com o vencimento de US$ 2,9 bilhões, no próximo dia 9 de setembro, com o FMI. Uma versão, de um dos técnicos da Secretaria de Finanças, diz que como o acordo está praticamente acertado, o presidente Néstor Kirchner teria concordado em pagar o vencimento com dinheiro das reservas, já que o dinheiro seria devolvido. Porém, outra versão escutada é de o governo faria um pagamento parcial.Agora pela manhã, John Thornton e John Dodsworth, que encabeçam a missão e as negociações com o governo, se reunirão com o ministro de Economia, Roberto Lavagna, para fazer os últimos acertos do acordo. As últimas discussões estiveram em torno das metas fiscais para os dois últimos anos do acordo, 2005 e 2006, e o reajuste das tarifas dos serviços públicos privatizados.A solução encontrada para o impasse sobre o nível de superávit primário foi postergar o debate para o final desse ano, e manter o nível de 3% do PIB para 2003. Será uma economia de 12,600 bilhões de pesos, já que o PIB está estimado em 420 milhões de pesos, com um crescimento de 4% neste ano. A idéia é uma cópia do que ocorreu na Malásia: evitar assumir obrigações consideradas exageradas, pelo governo, e manter uma negociação permanente, passo a passo, de acordo com o andar da carruagem da economia.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2003 | 10h17

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