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Argentinos denunciam invasão de toalhas brasileiras

Os empresários argentinos estão dispostos a deflagrar mais uma frente de batalha na guerra comercial que travam com o Brasil desde julho passado. Desta vez, são os fabricantes argentinos de toalhas que protestam contra a "invasão" brasileira. Eles denunciaram hoje que os empresários brasileiros exportam para este país produtos a preços muito inferiores que os existentes no próprio Brasil.Os empresários baseiam sua crítica em um relatório da Fundação Pró-Tejer, que - analisando preços de hipermercados argentinos e brasileiros - indica que a diferença de preços seria de 57% inferior ao registrado em média no mercado de origem."E o que é pior, no resto do mundo os produtores brasileiros comercializam as toalhas com um preço 43% mais caro do que na Argentina", afirmam os empresários em um comunicado divulgado em Buenos Aires.Segundo a Pró-Tejer, no consumo aparente de 2004, o Brasil teria ficado com 63% do mercado argentinos. Os produtores locais controlariam 33% do mercado, enquanto que as toalhas provenientes de terceiros países ficaram com 4%.A Pró-Tejer, que representa o lobby mais ativo do setor têxtil argentino, sustenta que as toalhas Made in Brazil entram no mercado argentino com um valor de US$ 4,57 por quilo. A Fundação argumenta que o mesmo produto brasileiro, em outros países, é vendido por US$ 6,56 o quilo. Condições do mercadoSegundo os empresários argentinos, desde o início do ano até o dia 13 de dezembro, o saldo da balança bilateral do comércio de tolhas foi superavitária em US$ 22,11 milhões para os empresários brasileiros.A Fundação argumenta que "o mercado nacional transformou-se atualmente em uma reserva de caça da indústria brasileira de toalhas".Nas últimas duas semanas, a escalada de pedidos protecionistas contra o Brasil voltou a intensificar-se em diversos setores industriais argentinos. "Para o ano que vem, o cenário poderia ser pior", afirma o diretor do centro de Estudos Bonaerenses (CEB), Dante Sica.Segundo ele, em 2005 o presidente Néstor Kirchner enfrentará decisivas eleições parlamentares, que definirão sua cota de poder no Congresso Nacional. Segundo Sica, isso poderia tornar o governo mais "sensível" para ouvir e atender os pedidos protecionistas do empresariado nativo.

Agencia Estado,

21 de dezembro de 2004 | 14h22

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