Argentinos estão céticos nas negociações agrícolas na OMC

A Sociedade Rural Argentina divulgou uma nota oficial criticando o impasse nas negociações agrícolas na OMC, realizadas nesta semana em Tóquio. Segundo a entidade, "as divergências põem em dúvida, novamente, o compromisso das grandes potências protecionistas de impulsionar progressos concretos nas negociações agrícolas na Rodada para o Desenvolvimento".A nota critica as propostas apresentadas pelo presidente do Comitê Agrícola, Stuart Harbinson, ao dizer que elas estão "muito distante de estabelecer os compromissos para alcançar resultados satisfatórios na liberalização do comércio de produtos agrícolas".Os ruralistas argentinos destacam que embora alguns países tenham apresentado propostas que merecem respeito, ainda há muita dúvida "diante das crescentes reclamações dos países em desenvolvimento". O presidente da entidade, Luciano Miguens afirma que esperar que no curto prazo se estabeleçam regras para eliminar "os subsídios às exportações; a conquista de uma sustancial e progressiva melhoria no acesso aos mercados, até chegar à eliminação de alíquotas e quotas tarifárias; e a eliminação das políticas de ajuda interna com efeito distorsivo". Miguens disse ainda que os países em desenvolvimento, com um setor produtivo eficiente, não podem continuar sendo discriminados no comércio internacional. Ele critica "os U$S 360 bilhões anuais" usados pelos países desenvolvidos para subsidiar seus produtores, provocando "uma constante provocação aos países menos desenvolvidos diante do avanço da globalização e aumentando a pobreza mundial".

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