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Argentinos ficam firmes e fracassa reunião sobre salvaguardas

Concluiu em fracasso a reunião entre negociadores brasileiros e argentinos para discutir as exigências do governo de Néstor Kirchner de implementação de um sistema para evitar "assimetrias" comerciais dentro do Mercosul. O carro-chefe das exigências argentinas era a aplicação de salvaguardas, instrumento com o qual poderiam deter as supostas "invasões" ou "avalanches" de produtos brasileiros. Em um retórico comunicado conjunto, os dois governos explicaram que as discussões continuarão "daqui a um mês".O impasse promete azedar a cúpula de presidentes do Mercosul, que será realizada na cidade mineira de Ouro Preto na semana que vem. A cúpula pretendia "relançar" o bloco do Cone Sul. No entanto, não haverá nada concreto para realizar o "relançamento" Do lado argentino, os negociadores mantiveram-se firmes em exigir a aplicação de salvaguardas.Segundo informações de Brasília, a intenção dos representantes do governo do presidente Lula era a de rejeitar a exigência argentina de salvaguardas, já que estas ferem o espírito de livre comércio do Mercosul. Depois de ceder durante meses ao governo Kirchner, o governo Lula finalmente teria determinado um "basta". Mas, os negociadores brasileiros encontraram-se com uma dura resistência da tropa de Kirchner.A reunião, que durou sete horas e meia, terminou com os diplomatas argentinos descendo as escadarias do Palácio San Martín - sede da Chancelaria local - exibindo um amplo sorriso de triunfo. Os negociadores brasileiros, comandados pelo Secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, e o Secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fortes, mostravam faces tensas e contrariadas.Com sorrisos amarelos, Pinheiro Guimarães e Fortes recusaram-se categoricamente a conversar com os correspondentes brasileiros e explicar o conteúdo do encontro, que pretendia ser decisivo.

Agencia Estado,

10 de dezembro de 2004 | 23h31

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