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Argentinos ficaram ''surpresos''

Em 2008, o Brasil absorveu 21% das exportações do país

Ariel Palacios, BUENOS AIRES, O Estadao de S.Paulo

28 de janeiro de 2009 | 00h00

As medidas de controle de importação implementadas por Brasília causaram impacto no governo da presidente Cristina Kirchner e no empresariado em Buenos Aires uma vez que atingem os produtos argentinos exportados para o mercado brasileiro. Entre os produtos afetados estão trigo, farinha, plásticos, autopeças, automóveis, máquinas agrícolas e máquinas ferramentas.Fontes do governo consultadas pelo Estado estavam divididas. Enquanto algumas minimizavam as medidas, outras afirmavam que estavam "perplexas". Diversas lideranças empresariais estavam em férias e nem tinham conhecimento da medidaNo Ministério da Produção, fontes indicaram que as medidas brasileiras "são as licenças prévias, que aqui chamamos de licenças automáticas. Ou seja, são para fins estatísticos. A princípio não teríamos motivos para preocupações, pois nesse caso, concede-se a autorização para importação em 24 horas".Para Aldo Karagozian, empresário têxtil que integra a diretoria da Fundação Pro-Tejer, o principal lobby do setor na Argentina, "todos os países estão tomando medidas de proteção. As licenças não automáticas existem há tempos. O Brasil as aplica, a Argentina também.Espero que meu país aplique licenças para limitar a entrada de produtos do Brasil".No entanto, outras fontes governamentais não estavam tão tranquilas. A Argentina é altamente dependente das exportações para o Brasil. Em 2008, o mercado brasileiro absorveu 21% das exportações totais argentinas. Em tempos de crise, uma eventual queda das vendas ao Brasil seria extremamente prejudicial para a economia argentina.

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